quinta-feira, agosto 27, 2015

Ganhei o 6º CONCURSO CIDADE DE GRAVATAL DE LITERATURA 2015!

ACADEMIA GRAVATALENSE DE LITERATURA
BIBLIOTECA PUBLICA MARLENE ASPIS

CONCURSO DE CONTOS:
Primeiro lugar: Renata Fonseca Wolf, de Porto Alegre RS, com o conto “A Nevoa”
Segundo lugar: Luiz Francisco Haiml, de Taquara RS, com “A Segunda Aliança”
Terceiro lugar: Sergio Ricardo Morgado da Silva, de Pindamonhangaba, SP, com “Demônios”
Menção Honrosa: Ricardo Lahud, de Guaruja SP, com “O Ermitão”
Menção Honrosa: José Antonio de Souza Neto, de Belem, Pará, com “A Torre”.

CONCURSO DE POESIA:
Primeiro lugar: Solange Firmino de Souza, do Rio de Janeiro, com “Insônia”.
Segundo Lugar: Claudio Bento, Belo Horizonte, Minas Gerais, com “Notícia da Infância dos Passáros”.
Terceiro Lugar: Tatiana Alves Soares Caldas, do Rio de Janeiro, com “Nunca Mais”.
Menção Honrosa: Emerson Mário Destefani, de Indianópolis, Paraná, com “Os Moinhos”.

quinta-feira, agosto 20, 2015

"E, acima de tudo, respira.Serás mãe por toda a vida. Ele será criança só uma vez.” 

Leia aqui.
Imagem de Gustav Klimt

domingo, agosto 02, 2015

quarta-feira, junho 17, 2015

Desafio Poético em São Paulo

Convite para a abertura da exposição Poesia Agora, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Há um poema meu no 'Espaço Plástico Bolha', quem achá-lo e puder fotografar para me enviar, ficarei muito grata.

Meu poema foi resultado de um desafio em escrever um poema sem a vogal A.

Os poemas estarão na ala Desafio Poético, expostos na parede em formato cartaz lambe-lambe durante a primeira semana da exposição, e inspirarão o público a também criar poemas sem uma das vogais, que serão depositados em urnas da ala. 


Os mais criativos entre os enviados pelo público serão impressos no mesmo modelo dos poemas e expostos nas semanas seguintes. A ideia é que com o tempo um seja colado por cima do outro à medida que a exposição for acontecendo. Pode ser que os poemas fiquem na parede por mais tempo, mas não é garantido.

 Irreconhecível

Perco-me de mim
Ofusco-me
desvio-me do reflexo
ergo um muro
entre mim e o espelho

persiste o brilho
imóvel
de um rosto
silencioso
vestígios de sonhos
inocentes
se escondem nos olhos
do outro eu
que me vê


Solange Firmino

Programação:

11 de julho de 2015 > CEP 20.000 – Coordenação Ricardo Chacal (RJ)
25 de julho de 2015 > Sarau da Patuá – Coordenação Eduardo Lacerda (SP)
01 de agosto de 2015 > ECO – Performances Poéticas – Coordenação Laura Assis (MG)
15 de agosto de 2015 > Labirinto Poético — Éber Inácio (RJ) + Monique Nix (RJ)
29 de agosto de 2015 > Slam Poesia Agora — Coordenação de Yassu Noguchi (vários estados)
05 de setembro de 2015 > Sarau Casa das Rosas – Coordenação Frederico Barbosa (SP) 
19 de setembro de 2015 Guardanapos Poéticos — Daniel Viana (SP) +  Poesia Biossonora — Wilmar Silva de Andrade (MG) 
26 de setembro de 2015 > Espaço Plástico Bolha — Coordenação João Moura Fernandes (RJ)

sexta-feira, março 20, 2015

Haikai de Outono

Klimt, a Árvore da Vida

Pôr-do-sol de outono
pássaros pousam nos galhos
pausa para o canto

Solange Firmino

sexta-feira, março 13, 2015

A relativa eternidade

(Postagem em homenagem ao cantor e compositor Leoni)

Eu e o poeta Ferreira Gullar em cerimônia na ABL

Cruzo a rua e vejo
sobre a montanha
que se ergue no horizonte
para além da Lagoa
nuvens matinais
iluminadas
contra um céu muito azul

como na primeira manhã do mundo 

(ainda que
em todos os dias do ano
quando faz sol
essa festa matinal se tenha repetido
por séculos)

mas pouco importa:
é hoje manhã pela primeira vez

ainda que
antes de terem aqui chegado os portugueses
já ali estivessem a montanha
o céu azul
e as nuvens a se esgarçarem

quer houvesse
ou não
(como agora)
alguém para vê-los

e então me digo:
se o mundo dura tanto
e eu tão pouco
importa pouco
se ele não for eterno

Ferreira Gullar


* Mais sobre a foto, aqui.

Estátua de mineiro no Rio

Homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. O poema ganhou o 2° lugar no 15° Concurso Literário do Servidor Público do Rio de Janeiro 2014. A cerimônia de entrega será este mês na sede da Fiesp.


Estátua fria e taciturna
suporta calada e tímida,
no pedregoso calçadão,
a vida que persiste ao redor.

Não profere palavras melodiosas no chão varrido
onde pousa sua sombra;
não sabe se é noite, mar ou distância,
na espantosa solidão do Rio,
onde voz e buzina se confundem.
Mas está cercada de mãos, afetos, procuras.
Sem pensamento de infância ou saudade,
somente a contemplação muda
dos ritmos que passam, curiosos ou indiferentes.
Param, fotografam, agridem.

É uma nova categoria de eterno,
estar ali sem estar.
Legado de bronze no meio do caminho,
no grande mundo que está crescendo todos os dias.
Eterníssimo.

Solange Firmino