sexta-feira, março 21, 2014

(...) Se aprendermos com os ritmos da natureza, saberemos que não haverá morte, pelo menos não a morte física. Se há um recolhimento, é para a renovação e preparação da nova vida.

Quando chegar o outono,
quero as folhas
que enfeitam o chão,
húmus vegetal,
começo de árvore
em outra estação.

[Solange Firmino, trecho do poema "Sabedoria vegetal"]

Solange Firmino

Texto publicado na temática Outono em Blocos online, e Garganta da Serpente.
Leia o texto integral aqui

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Manoel de Barros

Pedras do Ingá, Campina Grande


XLV

Fui convidado pelas aves para ser árvore.
Eu sofro preferência para pedras.



(In: Concerto a céu aberto para solos de ave -
Caderno de Apontamento

Girassóis

Buquê que ganhei da irmã Selma em 05/02/14
Tenho aprendido muito com o jardim. Os girassóis, por exemplo, que vistos assim de fora parecem flores simples. fáceis, até um pouco bruta.
 
Pois não são não. Girassol leva tempo se preparando, cresce devagar enfrentando mil inimigos, formigas vorazes, caracóis do mal, ventos destruidores. Depois de meses, um dia, pá! Lá está o botãozinho todo catita, parece que já vai abrir.
 
Mas leva tempo, ele também, se produzindo. Eu cuidava, cuidava e nada.
 
Porque tem outra coisa: girassol quando abre flor, geralmente despenca. O  talo é frágil demais para a própria flor, compreende? Então, como se não suportasse a beleza que ele mesmo engendrou, cai por terra, exausto da própria criação esplêndida. Pois conheço poucas coisas mais esplêndidas, o adjetivo é esse, do que um girassol aberto.
 
Girassol dura pouco, uns três dias. 

[Caio Fernando Abreu]

sábado, janeiro 18, 2014

Viagem Sentimental a Santa Maria Madalena

Por Lena Jeusus Ponte:

Se você desejar fazer uma viagem sentimental à pequena cidade de Santa Maria Madalena (interior do Estado do Rio de Janeiro), entre em http://lenajesus.ponte.nom.br/madalena/apresentacao.htm

Embarque em cada um dos links (as estações pelas quais passa a maria-fumaça do tempo); visite as biografias de cada um dos colaboradores e as propostas de atividades...

Passeie, enfim, pelos sentimentos e sensações que essa cidade despertou em mim. Ali estão, registradas em haicais, histórias de muitos afetos. A quem fizer essa visita, desejo boa viagem!

quarta-feira, janeiro 01, 2014

Minha lista de metas
para o ano que chega
é um papel quase em branco
não fossem uns garranchos
dispersos num samba-canção
meio de canto na folha
a dizer, em tinta preta:
"aprender a só ser"

[Ludmila Rodrigues]

segunda-feira, outubro 21, 2013

A eterna juventude das ninfas


Botticelli
No texto O Inverno e a renovação necessária” há uma introdução sobre a associação do mito de Deméter e Perséfone com as estações do ano. Essas deusas representavam a transformação da natureza e seu surgimento cíclico. 
No texto “

Outros mitos também se relacionam com as estações do ano. Falando especialmente da primavera, muitas das suas representações estão associadas às ninfas. 

As ninfas eram cultuadas como divindades, mas não eram imortais, nem moravam no Olimpo com os deuses. Elas habitavam na natureza, em todas as suas manifestações, como grutas, árvores, mares, lagos, bosques, montanhas, e recebiam denominações de acordo com a origem ou o local em que ficavam. 

(...)
Solange Firmino

Leia o texto na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

sexta-feira, junho 21, 2013

O Inverno e a renovação necessária

Praça Paris - Rio de Janeiro - Foto tirada por mim.


"As energias da natureza estão voltadas para dentro, pulsando, armazenando força para a renovação, esperando o momento certo de florescer, nos ensinando que existe o momento de reflexão sobre nosso interior também, podemos digerir idéias antigas e plantar ideias novas..."

Leia o texto integral aqui:
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/colunistas/sfirmino/sf0004.php

sexta-feira, dezembro 21, 2012

O engano de Fauno

Egipãs, Silenos e Sátiros eram divindades agrícolas que habitavam bosques e montanhas e protegiam homens e animais que viviam em contato com a natureza. Eles participavam do cortejo do deus Dioniso  e amavam os bosques, as ninfas  e o vinho. Entre os romanos, a figura dos Sátiros estava associada a Fauno. Na Grécia, , filho de Hermes, é a matriz do romano Fauno. Esse importante deus associado à fecundidade também era conhecido sob o nome de Luperco. 

Fauno era venerado num templo construído sobre o monte Palatino, onde se realizavam as Lupercálias, principais festas em sua homenagem. Os sacerdotes de Fauno vestiam-se com pele de cabra ou simplesmente nus, pois o deus proibiu vestimentas em sua presença desde que confundira Hércules  e Ônfale. Hércules passava um tempo com a rainha Ônfale, realizando trabalhos a fim de se purificar da morte de Ífito. Terminados os trabalhos, que consistiam em limpar o reino da Lídia de monstros e malfeitores, Hércules dedicou seu tempo ao ócio. A apaixonada rainha se divertia usando as vestes do herói, enquanto ele usava as roupas dela e tecia com as servas. 

(...)

Solange Firmino

Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui

domingo, dezembro 16, 2012

Meu poema na Exposição Arte sobre Arte - Gravataí



Palavras.

Imagens.
Ambas se fazem muito presentes em nossas vidas atualmente. Combinadas, palavras e imagens compõem os noticiários, estampam jornais e nos permitem acessar tudo o que acontece no mundo. Ocupando a função informativa e documental, porém, palavras e imagens tornam-se invisíveis, convertem-se em fatos. A proposta de Arte sobre Arte é reconhecer nas palavras e imagens a sua função poética. A exposição é composta por dezesseis poemas, de diferentes autores e dezesseis ilustrações correspondentes, criadas pela desenhista e ilustradora Shellen L. Pinto. Aqui, palavras e imagens se complementam, não mais no intuito de refletir os acontecimentos gerais do mundo, mas para permitir-nos conhecer realidades particulares, outras possibilidades, outras vidas. Poesia ilustrada, ilustração narrada. Arte sobre arte. O desenho ilumina as palavras. A imagem se revela em poesia. E nós somos levados a perceber que nem sempre palavras são fact
uais, nem sempre imagens são reflexos do real. Às vezes elas são conjugadas num exercício criativo capaz de instigar nossa imaginação.


Desenhos de Shelly Tenjou
Texto de Paula Luersen