sábado, setembro 27, 2014

Natureza (da folha) morta

Foto tirada por mim na Rua do Catete, set 2014


A folha deixa a seiva
e dá lugar
a outra folha

Caída,
torna-se abstrata
na fotografia
e na tela do pintor
ausência orgânica
de verde
natureza morta

Caída,
torna-se cobertura
alimento do solo
húmus
natureza viva 

Solange Firmino

domingo, setembro 21, 2014

segunda-feira, setembro 01, 2014

Setembro


É setembro! Daqui a poucos dias será primavera novamente...
mas já dá pra sentir o cheiro no ar. Fui brindar a manhã de 30º na Praça Paris. As amendoeiras reluziam. Engraçado ver os garis enlouquecidos tentando juntar as folhas no chão... 
O poema não é novo, já foi premiado mais de uma vez, mas está valendo, não acham?


SETEMBRO

Um poema-deserto 
Vê um oásis 
Na primavera florida

Descobre cores 
Olores 
E o silêncio 
Da semente 
Rasgando o ventre 
Da estação repetida

Um poema-fruto 
Brota na ruga 
Do tempo 
Cíclico

Solange Firmino
Foto tirada por mim em 01/09/2014

quinta-feira, agosto 28, 2014

To Ryan Star

I like this picture because I took a few weeks before I knew I had brain cancer. Now, 1 year  and 6 months after, I offered it to you.

quarta-feira, agosto 13, 2014

Concurso Poemas nos Ônibus divulga resultado

 A Prefeitura, através da Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc), divulga os vencedores da 11ª Edição do Concurso Poemas nos Ônibus. A cerimônia de veiculação dos poemas com a presença de alguns dos vencedores será no dia 26 de agosto. Os adesivos com os novos poemas circularão nos ônibus da Sogil a partir do dia 27 de agosto.
Haverá dois poemas de minha autoria.
Leia o texto completo e a lista dos vencedores:

quinta-feira, julho 10, 2014

sexta-feira, julho 04, 2014

Transição - Cecília Meireles

DSC05114
Eu no Jardim Botânico - RJ
O amanhecer e o anoitecer
parece deixarem-me intacta.
Mas os meus olhos estão vendo
o que há de mim, de mesma e exata.

Uma tristeza e uma alegria
o meu pensamento entrelaça:
na que estou sendo cada instante,
outra imagem se despedaça.

Este mistério me pertence:
que ninguém de fora repara
nos turvos rostos sucedidos
no tanque da memória clara.

Ninguém distingue a leve sombra
que o autêntico desenho mata.
E para os outros vou ficando
a mesma, continuada e exata.

(Chorai, olhos de mil figuras,
pelas mil figuras passadas,
e pelas mil que vão chegando,
noite e dia... - não consentidas,
mas recebidas e esperadas!)

sábado, junho 21, 2014

Inverno

Atibaia hoje, 21 de junho de 2014

Texto antigo meu sobre o "Inverno e a renovação necessária":

http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/colunistas/sfirmino/sf0004.php


Poema para o inverno



O vento do outono 

abraça a nova estação, 

que chega com sua 

ordem de recolhimento.


Como em um rito, 

novos rumos se fazem 

no casulo dos dias 

à espera dos ciclos 

das estações.


No rastro das névoas, 

os sonhos não nascidos 

escondem-se. 

A vida lateja no 

cortejo de idéias submersas.


Palavras extremas 

aguardam o movimento 

de fuga no vento, 

ninho das idéias.


Há um poema intacto 

no caminho do tempo 

que aguarda o inverno, 

mas só renascerei 

na primavera.



Solange Firmino



Perséfone colhendo flores