sexta-feira, dezembro 21, 2012

O engano de Fauno

Egipãs, Silenos e Sátiros eram divindades agrícolas que habitavam bosques e montanhas e protegiam homens e animais que viviam em contato com a natureza. Eles participavam do cortejo do deus Dioniso  e amavam os bosques, as ninfas  e o vinho. Entre os romanos, a figura dos Sátiros estava associada a Fauno. Na Grécia, , filho de Hermes, é a matriz do romano Fauno. Esse importante deus associado à fecundidade também era conhecido sob o nome de Luperco. 

Fauno era venerado num templo construído sobre o monte Palatino, onde se realizavam as Lupercálias, principais festas em sua homenagem. Os sacerdotes de Fauno vestiam-se com pele de cabra ou simplesmente nus, pois o deus proibiu vestimentas em sua presença desde que confundira Hércules  e Ônfale. Hércules passava um tempo com a rainha Ônfale, realizando trabalhos a fim de se purificar da morte de Ífito. Terminados os trabalhos, que consistiam em limpar o reino da Lídia de monstros e malfeitores, Hércules dedicou seu tempo ao ócio. A apaixonada rainha se divertia usando as vestes do herói, enquanto ele usava as roupas dela e tecia com as servas. 

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Solange Firmino

Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui

domingo, dezembro 16, 2012

Meu poema na Exposição Arte sobre Arte - Gravataí



Palavras.
Imagens.
Ambas se fazem muito presentes em nossas vidas atualmente. Combinadas, palavras e imagens compõem os noticiários, estampam jornais e nos permitem acessar tudo o que acontece no mundo. Ocupando a função informativa e documental, porém, palavras e imagens tornam-se invisíveis, convertem-se em fatos. A proposta de Arte sobre Arte é reconhecer nas palavras e imagens a sua função poética. A exposição é composta por dezesseis poemas, de diferentes autores e dezesseis ilustrações correspondentes, criadas pela desenhista e ilustradora Shellen L. Pinto. Aqui, palavras e imagens se complementam, não mais no intuito de refletir os acontecimentos gerais do mundo, mas para permitir-nos conhecer realidades particulares, outras possibilidades, outras vidas. Poesia ilustrada, ilustração narrada. Arte sobre arte. O desenho ilumina as palavras. A imagem se revela em poesia. E nós somos levados a perceber que nem sempre palavras são fact
uais, nem sempre imagens são reflexos do real. Às vezes elas são conjugadas num exercício criativo capaz de instigar nossa imaginação.

Desenhos de Shelly Tenjou
Texto de Paula Luersen

sábado, dezembro 15, 2012

Enéias e Dido

Desde os Poemas Homéricos, Enéias surge como um herói protegido pelos deuses, que reservaram para ele o grandioso futuro da raça troiana. O poema épico Eneida, do poeta romano Virgílio, narra o mito da fundação de Roma, cuja origem é centrada no filho da deusa Afrodite com o mortal Anquises. Enéias era casado com a filha de Príamo, rei de Troia, e se destacou como um guerreiro na Guerra contra os gregos.


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Solange Firmino

Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.  

domingo, outubro 21, 2012

Os filhos de Afrodite

 “...Da tocaia o filho alcançou com a mão
           esquerda, com a destra pegou a prodigiosa foice
           longa e dentada. E do pai o pênis
           ceifou com ímpeto e lançou-o a esmo
           para trás. Mas nada inerte escapou da mão:
           quantos salpicos respingaram sanguíneos
           a todos recebeu-os a Terra; com o girar do ano
           gerou as Erínias duras, os grandes Gigantes
           rútilos nas armas, com longas lanças nas mãos,
           e Ninfas chamadas Freixos sobre a terra infinita.
           O pênis, tão logo cortando-o com o aço
           atirou do continente no undoso mar,
           aí muito boiou na planície, ao redor branca
            espuma da imortal carne ejaculava-se, dela
           uma virgem criou-se. Primeiro Citera divina
           atingiu, depois foi à circunfluída Chipre
           e saiu veneranda bela Deusa, ao redor relva
           crescia sob esbeltos pés. A ela. Afrodite
           Deusa nascida de espuma e bem-coroada Citereia
           apelidam homens e Deuses, porque da espuma
           criou-se e Citereia porque tocou Citera,
           Cípria porque nasceu na undosa Chipre,
           e amor-do-pênis porque saiu do pênis à luz.”
[Teogonia de Hesíodo - estudo e tradução de Jaa Torrano; trecho do nascimento de Afrodite]

Na Ilíada de Homero, Afrodite era filha de Zeus e Dione. Outro mito de origem da deusa foi mais popular e narrado na Teogonia de Hesíodo. Seu nome significa 'saída da espuma' e, como notamos nos versos acima, o fato se deve ao seu nascimento na espuma das águas, no local onde caíram os genitais cortados de Urano, que, no momento de deitar-se sobre a Terra, foi mutilado por Crono. Após o nascimento, conforme o poema, a deusa fora levada pela espuma das ondas para Citera, depois Chipre, onde as Graças a embelezaram e ungiram. 

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Solange Firmino

 Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui

sexta-feira, outubro 12, 2012

Mestres do Tempo


Casulos ensinam a espera na promessa do voo. Sementes, na promessa do fruto.

[Selecionado para "Os 100 melhores poemas do 3º TOC 140"]

domingo, setembro 23, 2012

Aurora

Eos e o filho Mêmnon
Téia foi a primeira das Titânides e, junto com Hipérion, foi mãe de Hélio (Sol), Selene (Lua) e Eos, a Aurora personificada. 
Aurora abria a porta do Céu para o carro de Hélio, que enchia o mundo de luz. Em princípio, Aurora se uniu a Ares e provocou ciúme em Afrodite, que se vingou de Aurora inspirando-lhe um amor eternamente insatisfeito, tanto por mortais como por heróis.

Aurora amou o filho de Poseidon, Órion, que foi raptado por ela e levado à ilha de Delos. Como Órion tentou violentar Ártemis, esta enviou um escorpião que causou a morte instantânea dele, após uma picada no calcanhar. Tanto o escorpião como Órion foram transformados em constelação.

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Solange Firmino

 Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui

domingo, agosto 19, 2012

Caronte e a travessia no Hades


Na divisão do reino de Crono, cada irmão obteve um domínio: Poseidon  ficou com o mar, Zeus com o céu e Hades  com o mundo subterrâneo, também denominado Hades, a morada final dos mortos. Segundo alguns mitos, o reino de Hades estava localizado em um abismo encravado nas entranhas da Terra, sua entrada se situava ao sul do peloponeso ou em uma caverna na ao sul da Itália. O Hades aparece em inúmeras lendas, como os doze trabalhos de Hércules, o rapto de Perséfone e os castigos eternos de transgressores das leis divinas, como Sísifo e Íxion

Para os que acreditam na sobrevivência do espírito, o rito fúnebre pode ser uma preparação para outra vida. Os parentes mais próximos tinham obrigação de sepultar os mortos, pois acreditavam que a alma penaria por anos seguidos, sem direito a julgamento. O sepultamento consistia de vários ritos, como colocar o cadáver numa mortalha com o rosto descoberto, para que a alma pudesse ver o caminho até a outra vida. 

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Solange Firmino

 Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.

Imagem: Caronte, de Gustave Doré.

Poemas no Ônibus

A Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) realizou em 13 de agosto a premiação dos vencedores da 9ª edição do concurso 'Poemas no Ônibus'.
São 16 os textos selecionados de 11 autores. Os poemas vencedores serão veiculados na frota municipal da concessionária de transporte coletivo de Gravataí. O certame contou com a participação de 173 poemas, enviados de diversos locais do País.

Confira os nomes dos 11 vencedores do concurso


Carlos Bruni Fernandes (São Paulo/ SP);
Eugênio Carlos da Luz Backes (Porto Alegre/ RS);
Juarez Cesar Fontana Miranda (Porto Alegre/ RS);
Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo Grande/ MS);
Rodrigo Domit (Rio de Janeiro/ RJ);
Rosana Banharoli (Santo André/ SP);
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo/ RJ);
Simone Alves Pedersen (Vinhedo – SP);
Solange Firmino de Souza (Rio de Janeiro/ RJ);
Tatiana Alves Soares Caldas (Rio de Janeiro/ RJ);
Teresa Beatriz Azambuya Cibotari (Gravataí/ RS); 


Scan do meu poema:

 

sexta-feira, julho 20, 2012

Atenas e as Panateneias


Toda cidade do antigo mundo grego tinha seus próprios mitos e festivais religiosos. Algumas celebrações recebiam gregos de todas as cidades, como os Jogos Olímpicos, festival realizado a cada quatro anos em honra a Zeus na cidade de Olímpia. Os Jogos Ístmicos honravam Poseidon no santuário de Corinto. Elêusis celebrava as Eleusínias em reconhecimento a Deméter. A sede dos Jogos Píticos, festival atlético em honra a Apolo, ficava em Delfos, cidade dedicada ao deus, e seu Oráculo  era consultado por todas as cidades.

A maioria dos ritos religiosos em honra aos deuses era realizada em santuários dedicados ao deus ou deusa, cuja estátua ficava no templo que era o centro do santuário. Atenas era a capital do mundo grego e sediava o mais famoso templo, dedicado à deusa padroeira da cidade, Atena  Parthenos. O templo foi construído entre 447 a.C. e 438 a.C. pelos arquitetos Calícrates e Ictino, supervisionados pelo grande escultor Fídias. O elemento central do templo era uma estátua de Atena de marfim e ouro, feita por Fídias, que também construiu a estátua de Zeus em Olímpia.
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Solange Firmino

 Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.

Imagem: Detalhe da procissão em friso do Parthenon.


quinta-feira, junho 21, 2012

A companheira de Poseidon


Os titãs Oceano e Tétis primordialmente governaram os elementos líquidos. Quando os titãs foram derrotados por Zeus  e este assumiu o poder com os irmãos, Poseidon  e a nereida Anfitrite foram o novo casal que assumiu o domínio das águas. Mas antes, Poseidon teve que conquistar a companheira.

Poseidon se apaixonou por Anfitrite  quando ela conduzia o coro das nereidas. Escondendo-se do deus, ela se refugiou nas profundezas do mar. Poseidon enviou Delfins para achá-la e convencê-la a se casar. Anfitrite deixou-se levar e casou com Poseidon. Para mostrar seu agradecimento, Poseidon colocou o Delfim em uma constelação no Céu
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Solange Firmino

 Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui